Justiça não ensina a amar: A responsabilidade dos pais para além dos tribunais
![]() |
| Resgatando a essência: quem você quer ser para seu filho? Imagem criada pelo Copilot - |
Quando o juiz precisa ocupar o lugar do diálogo -
É profundamente triste perceber que, em muitos casos, a única saída para proteger uma criança ou um adolescente da alienação parental é recorrer à Justiça.
Quando o conflito entre adultos ultrapassa o limite do diálogo e da responsabilidade, e passa a comprometer o desenvolvimento emocional e psicológico dos filhos, torna-se inevitável que o Judiciário intervenha.
Essa intervenção, embora necessária, revela uma falha coletiva: a incapacidade de alguns pais de colocar o bem-estar dos filhos acima de suas próprias mágoas, disputas e ressentimentos.
Ainda assim, é justamente para equilibrar os direitos de ambos os pais e assegurar, acima de tudo, a integridade da criança e do adolescente que a atuação judicial se torna fundamental, prevenindo abusos e buscando restaurar relações familiares mais saudáveis.
O impacto emocional: o que o processo não resolve
No entanto, é doloroso constatar que situações tão íntimas e delicadas precisem chegar ao extremo de depender da decisão de um juiz para garantir algo tão básico quanto o direito ao desenvolvimento saudável.
Em um mundo ideal, pais e mães seriam capazes de reconhecer que a convivência equilibrada, o afeto e a estabilidade emocional são pilares essenciais para a formação de seus filhos.
Mas, diante da realidade, torna-se urgente pensar em formas de evitar que esses conflitos evoluam até esse ponto.
A prevenção começa na consciência de cada pai e mãe
Campanhas públicas e privadas, voltadas a despertar reflexão e consciência sobre a responsabilidade parental, poderiam reduzir significativamente o número de casos que chegam ao Judiciário.
Ao incentivar pais e mães a compreenderem o impacto de suas atitudes e a buscarem caminhos de diálogo, respeito e cooperação, essas iniciativas ajudariam a construir ambientes familiares mais harmoniosos.
Assim, talvez fosse possível evitar que tantas crianças e adolescentes dependessem de decisões judiciais para terem garantido um direito tão essencial: crescer em paz, com vínculos afetivos preservados e longe de disputas que jamais deveriam recair sobre seus ombros.
Resgatando a essência: quem você quer ser para seu filho?
Esse texto tem como propósito despertar reflexões genuínas e profundas sobre os caminhos que pais e mães podem escolher trilhar, sobre os desejos que realmente habitam em seus corações e sobre a identidade que carregam em suas essências.
Essência essa que existe para além dos papéis sociais, profissionais e familiares que desempenham diariamente. É um convite para olharmos com mais atenção para o interior de quem escolheu ser pai ou mãe, reconhecendo o vasto potencial que cada um tem de se transformar em uma versão mais autêntica, plena e alinhada com aquilo que verdadeiramente quer ser.
Um convite para mudar velhos padrões
Cada palavra aqui escrita é cuidadosamente pensada para tocar quem lê de maneira gentil, mas incisiva, como uma semente que provoca movimento interno e convida à revisão de crenças que limitam, padrões que se repetem sem consciência e valores que, muitas vezes, foram herdados sem que houvesse uma escolha deliberada.
Trata-se de um chamado à presença, à escuta interna e à coragem de questionar o que nos foi ensinado, para que possamos construir uma vida mais coerente com nossos sentimentos, intuições e verdades mais profundas.

exato, antes da lei precisa adequar a lei do amor. das regras. da convivência. beijos, pedrita
ResponderExcluirOi, Ana Lucia! Tudo bem? Boa noite! É triste essa situação, né? Infelizmente isso ocorre bastante em muitos lares pelo Brasil afora. É preciso ter mais conscientização por parte dos pais para não se chegar no judiciário pra decidir. Muito triste tudo isso. Abraço!
ResponderExcluirBella Ana, magnifico texto.
ResponderExcluirCoincido contigo en todo, aunque a veces la justicia se equivoca.
Los niños sobre todo merecen amor, ternura y valores y eso empieza por el hogar.
Es una delicia leerte, un articulo muy importante.
Que tengas un feliz año, lleno de amor y felicidad, exitos.
Besos bella
La justicia no puede obligar a querer, el amor y el respeto no son leyes- Un abrazo
ResponderExcluirBem pertinente a escolha!!!
ResponderExcluirBom fim-de-semana 😘
Como bien dices en las disputas entre padres los hijos no deben ser los que sufran las diferencias entre ellos.
ResponderExcluirUn caso de una amistad que por las razones que fueran decidieron seguir sus caminos por separados, Tienen un hijo en común, hoy ya todo un hombre, decidieron que durante el curso estar con la madre y en vacaciones de Navidad y Semana Santa y parte de verano con él. En una de estas ocasiones estando con el padre, su abuela paterna le estaba preguntando por su madre y los otros abuelos, de la misma forma que lo haría si por alguna razón la madre no hubiera podido venir.
Saludos.
Olá, amiga Ana.
ResponderExcluirEfetivamente, a educação começa em casa no "berço". Se os pais não são capazes de educar os filhos em todas as suas dimensões, infelizmente, em muitos casos a justiça tem que intervir. Não devia ser necessário. Mas infelizmente muitas vezes assim acontece.
Excelente partilha. Para se refletir
Deixo os votos de um bom fim de semana, com tudo de bom.
Beijinhos!
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com